10 de abr de 2011

Nikola Tesla, o homem elétrico

Nikola Tesla nasceu em 9 de julho de 1856 na cidade de Similjian, Lika, que então pertencia ao Império Austro-Húngaro e hoje faz parte da Croácia. Segundo filho de um clérigo da Igreja Grega e de uma bordadeira, já na infância o futuro inventor dava mostras de ousadia: ficou de cama por seis semanas depois de tentar voar com um guarda-chuva. O garoto acreditava que a energia do planeta poderia sustentá-lo no ar - coincidência ou não, a última patente requerida por Tesla, em 1928, era de um helicóptero. Em 1881, aos 25 anos, mudou-se para Paris, onde tomou conhecimento das pesquisas sobre eletricidade que aconteciam nos nos Estados Unidos, para onde partiu com a intenção de experimentar suas idéias.(...)

Na Segunda metade do século XIX, Nikola Tesla realizou muitas experiências com correntes alternadas de altas freqüências (acima de 100KHz) buscando inicialmente uma forma de gerar e transmitir correntes elétricas a grandes distâncias sem o inconveniente das enormes perdas causadas pelo efeito Joule associada à utilização de corrente contínua em materiais condutores. A bobina de Tesla (BT) é essencialmente um transmissor de rádio sem antena, e assim Tesla merece algum crédito no que concerne à invenção do rádio, embora seu interesse estivesse mais relacionado á transmissão de energia elétrica do que à comunicação. Tesla também foi o responsável pela
construção dos primeiros alternadores e, ironicamente, sempre foi desencorajado em seu trabalho por Thomas A. Edison que dizia ser impossível o uso de correntes alternadas na geração e distribuição de
eletricidade em escala comercial. Demonstrações elétricas das mais fantásticas são possíveis com uma
BT. Descargas semelhantes a relâmpagos e brilhantes descargas corona proporcionam um efeito espetacular. Devido ao campo eletromagnético formado, pode acender lâmpadas fluorescentes e lâmpadas de néon até a dois metros de distância do aparelho. Por causa de sua alta freqüência, a BT
provê um modo relativamente seguro para demonstrar fenômenos que envolvem alta tensão. (...)

O RAIO DA MORTE

Na manhã de 30 de junho de 1908, uma explosão em Tunguska, na Sibéria, devastou dois mil quilômetros de floresta. Os estrondos foram ouvidos em um raio de quase mil quilômetros. A explosão que, segundo cientistas, teve uma potência duas mil vezes maior que a bomba atômica lançada sobre Hiroshima, em 1945, é normalmente atribuída a uma chuva de meteoritos ou à queda de pedaços de um cometa. Alguns pesquisadores, entretanto, acreditam que o evento teria sido um teste do Raio da Morte de Tesla. Se a ativação de energia de Colorado Springs foi capaz de destruir o gerador elétrico da região, de que seria capaz a torre de Wardenelyffe? A ligação entre o Raio da Morte e o mistério de Tunguska estaria baseada na hipótese de que Tesla errou o alvo durante o teste. Com o intuito de provar sua tese, alguns biógrafos do cientista acreditam que seu objetivo era impressionar Robert Peary, o primeiro homem a chegar ao Pólo Norte, e que na época estava a cerca de 1.100 quilômetros da Sibéria, na base de Ellesmere Island, no Oceano Ártico. A imprensa que acompanhava a aventura jamais iria duvidar da palavra de Peary caso ele relatasse uma explosão no gelo. Aos 81 anos, em um almoço com os ministros da Iugoslávia e da Tchecoslováquia, Tesla teria afirmado que “o raio da morte não se trata de um experimento".

Referências:
http://www.feiradeciencias.com.br/sala03/03_08.asp
http://www.drmegavolt.com/
http://home.earthlink.net/~electronxlc/
http://www.ifi.unicamp.br/~lunazzi
http://www.inf.furb.br/~douglasw

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